Os 74 anos e os 8 álbuns do violinista Sebastião Tapajós

Cultuado por novos ouvintes devido ao fetiche colecionista pelo par de álbuns lançados ao lado de Pedro “Soronogo” Santos, o violonista Sebastião Tapajós é muito mais do que um coadjuvante de luxo circunscrito em contracapas do espectro de obsessões dos caçadores de raridades.

Nascido em Alenquer (PA), no Baixo Amazonas, com uma discografia autoral e de colaborações que ultrapassa 70 títulos, Tapajós foi para Portugal em 1964, aos 20 anos, onde formou-se no Conservatório Nacional de Música de Lisboa. Na Espanha, ampliou os estudos no Instituto de Cultura Hispânica, onde foi aluno do mestre Emilio Pujol, um dos maiores violonistas do século 20. De volta ao Brasil, lecionou Violão Clássico no Conservatório Carlos Gomes, em Belém. Entre 1970 e 1974, depois de apresentações naquele país, residiu na Argentina, onde lançou oito álbuns, entre eles, os dois volumes com Pedro Santos, também reeditados pela gravadora portenha Trova. Nesta segunda-feira (16), Tapajós, tesouro da música nortista brasileira, completa 74 anos.

Em 2017, anunciou que está produzindo um novo álbum, em parceria com Paulo César Pinheiro, um dos maiores letristas do País. A foto abaixo, da contracapa do álbum “Xingú” (Tropical Music, 1984), outro clássico de sua discografia, flagra o violonista empunhando uma cuíca ao lado dos percussionistas Djalma Corrêa e Pedro Santos, co-autores do álbum. Nossa reverência ao mestre das seis cordas! Nos comentários, a quem interessar possa, álbuns completos e a participação do violonista no programa Sesc Instrumental.

#PratodoDiaInforma

Por: Marcelo Pinheiro